Cheguei ao estágio de ter raiva de minha profissão. Ter que trabalhar tornou-se uma tortura. É hora de abandonar. Já comecei outra atividade. Mas no período de implantação tenho que continuar com a advocacia.
É interessante o caminho que levou um entusiasta do Direito ao nojo pelo exercício da advocacia. Durante a faculdade enquanto 90% de meus colegas visavam o concurso, especialmente para promotor e juiz, nunca desejei ser outra coisa que não advogado.
O promotor é um defensor da sociedade, fiscal da Lei, trabalha para um conceito, um ideal, assim como o juiz, outro paladino em busca de um ideal abstrato de justiça e correção. São heróis, heróis de estória em quadrinhos. Vivem num mundo idealizado onde a decisão correta é possível. Onde o justo se realiza.
Não se trata de falar mal de heróis idealistas, eles são necessários, são exemplos, nos fazer acreditar que o certo pode estar num livro ou ser decidido no julgamento de outra pessoa. E tomar decisões “justas” por nós é a sustentação do Estado.
Ser advogado sempre me interessou, porque ao contrário dos demais operadores do Direito o advogado é humano. No exercício comezinho da lida forense o advogado luta por um indivíduo, pelo ponto de vista, fraquezas, erros, mesquinharias, direitos (justos e injustos) de uma pessoa. Ele não defende o abstrato, está em contato direto com a dor, nobreza, sujeira, bondade, mágoa, maldade, beleza...toda a beleza e feiúra que é ser humano.
Ele é tão ambicioso quanto o banqueiro, tão capaz do mal quanto o criminoso, tão aguerrido quanto a mãe que luta pela guarda, tão apaixonado quanto o marido que não quer a separação, tão mentiroso quanto o que tenta salvar a pele, tão nobre quanto aquele que luta pelo justo. O advogado é apenas um homem lutando por um homem apenas.
Mas, não há paixão que sobreviva ao nosso poder judiciário, e não estou falando do devido processo legal, falo do atulhamento e sucateamento do judiciário. Os anos de trâmite de um pedido causam indignação, reclamações e insatisfação, e isso estoura não no balcão do fórum, mas na minha mesa. Não me formei para ficar dando desculpas ao telefone ou torcendo para que clientes não apareçam no escritório.
Não vejo a hora de quebrar minha outrora almejada carteira da OAB.
É interessante o caminho que levou um entusiasta do Direito ao nojo pelo exercício da advocacia. Durante a faculdade enquanto 90% de meus colegas visavam o concurso, especialmente para promotor e juiz, nunca desejei ser outra coisa que não advogado.
O promotor é um defensor da sociedade, fiscal da Lei, trabalha para um conceito, um ideal, assim como o juiz, outro paladino em busca de um ideal abstrato de justiça e correção. São heróis, heróis de estória em quadrinhos. Vivem num mundo idealizado onde a decisão correta é possível. Onde o justo se realiza.
Não se trata de falar mal de heróis idealistas, eles são necessários, são exemplos, nos fazer acreditar que o certo pode estar num livro ou ser decidido no julgamento de outra pessoa. E tomar decisões “justas” por nós é a sustentação do Estado.
Ser advogado sempre me interessou, porque ao contrário dos demais operadores do Direito o advogado é humano. No exercício comezinho da lida forense o advogado luta por um indivíduo, pelo ponto de vista, fraquezas, erros, mesquinharias, direitos (justos e injustos) de uma pessoa. Ele não defende o abstrato, está em contato direto com a dor, nobreza, sujeira, bondade, mágoa, maldade, beleza...toda a beleza e feiúra que é ser humano.
Ele é tão ambicioso quanto o banqueiro, tão capaz do mal quanto o criminoso, tão aguerrido quanto a mãe que luta pela guarda, tão apaixonado quanto o marido que não quer a separação, tão mentiroso quanto o que tenta salvar a pele, tão nobre quanto aquele que luta pelo justo. O advogado é apenas um homem lutando por um homem apenas.
Mas, não há paixão que sobreviva ao nosso poder judiciário, e não estou falando do devido processo legal, falo do atulhamento e sucateamento do judiciário. Os anos de trâmite de um pedido causam indignação, reclamações e insatisfação, e isso estoura não no balcão do fórum, mas na minha mesa. Não me formei para ficar dando desculpas ao telefone ou torcendo para que clientes não apareçam no escritório.
Não vejo a hora de quebrar minha outrora almejada carteira da OAB.
2 comentários:
Tb não vejo a hora de ter minha carta de alforria ... Não suporto mais a rotina contábil; na verdade, não suporto mais o que o sistema fez com a nossa e da nossa profissão e é paulada todo dia, que já, já, eu ganho luta de vale tudo só por aguentar pancada.
Quando eu crescer quero ser como vc. Eu chego lá.
Abr
Vou te convidar para ser meu sócio na criação de peixes aqui na fazenda, rsrsr.
Abraço Franco
Postar um comentário