30 Setembro 2008

O Hobbit (2011)

A notícia é de Abril, mas eu não sabia e gostei.

Folha Online

O cineasta mexicano Guillermo del Toro dirigirá a adaptação cinematográfica do livro "O Hobbit", a obra de J.R.R. Tolkien que precede a trilogia "O Senhor dos Anéis".
"É uma grande honra e me sinto abençoado por fazer parte da comunidade cinematográfica que Peter [Jackson, diretor de 'O Senhor dos Anéis' e produtor executivo de 'O Hobbit'], Fran [Walsh, produtora executiva e mulher de Jackson] e sua extraordinária equipe de colaboradores criaram na Nova Zelândia", disse Del Toro no site oficial do filme.
Desta forma se confirmam os rumores que ligavam Del Toro com a realização de "O Hobbit" desde o final de 2007.
Em breve, o diretor de "A Espinha do Diabo" seguirá para a Nova Zelândia, onde lhe esperam quatro anos de trabalho.

28 Setembro 2008


Bossa Nova

O triste é que corro o risco de estar por aqui quando comemorarem o centenário dessa porcaria.

27 Setembro 2008

Iluminados

ALESSANDRO GIANNINI
Editor de UOL Cinema

"Iluminados", de Cristina Leal, reúne seis diretores de fotografia de diferentes períodos da história do cinema brasileiro em torno de uma experiência ao mesmo tempo didática e esclarecedora sobre essa função. A cada um deles Cristina entregou o roteiro de uma cena para que iluminassem. Fazia parte da "brincadeira" não mexer no modo como ela seria filmada plano por plano - no jargão profissional do cinema, a decupagem. A idéia do documentário, que levou quatro anos para ser finalizado e mais um para ser lançado, é chamar a atenção do público para um ofício pouco valorizado. E também mostrar a importância do olhar.
Dib Lufti, Edgar Moura, Fernando Duarte, Mario Carneiro, Pedro Farkas e Walter Carvalho são os fotógrafos entrevistados que conseguiram realizar a cena proposta por Cristina: o desencontro entre uma mulher (Angela Rebello) e um homem (Roberto Bomtempo) termina em um beijo apaixonado. Desses, Cristina conta que dois - Edgar Moura e Walter Carvalho - pediram para mudar a decupagem. Dois outros, Lauro Escorel e Affonso Beato, não conseguiram realizar as cenas por causa da agenda. E Antônio Luiz Mendes, que assina a fotografia de "Iluminados", gravou entrevista e ajudou na realização das cenas dos colegas, mas preferiu ficar de fora do filme.

26 Setembro 2008

Michelle Obama

“Só na América o garoto que nasceu no Havaí e a menina criada num subúrbio de Chicago podem chegar à Casa Branca. É por isso que amo este país.”
Pobre futura 1ª Dama desinformada!
Imagino que ela teria orgasmos pelo Brasil ao saber quem é capaz de chegar ao Planalto.

25 Setembro 2008

Inimigos

Como gente importante tem inimigos! Quanto mais importante alguém se torna maior número de desafetos coleciona.
Devo ser um zero a esquerda, por mais grosso que seja, e olha que às vezes me supero, não consigo arregimentar um inimiginho que seja. Quem me ache antipático posso até fazer uma listinha. Mas, alguém que deseje sinceramente meu mal, capaz de alguma maquinação para me prejudicar, ou que gaste algum tempo para torcer contra mim? Que eu saiba não há.
Um dia quem sabe eu seja suficientemente relevante para poder encher a boca para falar “dos meus inimigos”.

24 Setembro 2008

Auto-retrato

23 Setembro 2008

Sobre-prédio

Este prédio de Santa Maria é uma incógnita para mim. Um grande prédio residencial. Nada de mais, não fosse que lá pelo 10º pavimento o prédio termina, e sobre o grande bloco inferior ergue-se outro pequeno edifício.
É óbvio que ele foi projetado assim. Não seria possível fazer isso sem uma estrutura previamente preparada desde o alicerce. São os motivos desta estrutura excêntrica que me intrigam.
Porque um andar inteiro de separação, como se forre um “térreo” sobre pilares, lá no 10º andar? O arquiteto jogou fora um pavimento inteiro de área construída. Apenas para separar os dois blocos empilhados? O sobre-edificiozinho seria para mudar a classe dos apartamentos? Tipo uma first class? Será que era necessária uma separação física tão determinada?
Aquilo até faria algum sentido pela estética. Mas, vamos combinar que além do prédio não ser nenhuma obra de arte, aquele troço lá encima passa uma sensação horrível de insegurança.
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22 Setembro 2008


21 Setembro 2008

Equilíbrio instável

Santa Maria

Caraca! Como eu gosto desta cidade! O interessante é que quando eu só passava por aqui, a cidade me era antipática. Depois que a Cledi passou a morar aqui, as estadas passaram a ser deliciosos períodos de refúgio. Sinto-me em férias quando venho para cá.
Para fazer coro com o Ivam, parei de fumar ontem. E para comemorar vou sair por aí para fotografar. Inté!
(Ah, para quem não sabe a Cledi é a mãe da Mônica. Nem me passa pela cabeça chamar ela de sogra, rsrs)

20 Setembro 2008

Instante Mulher

Clique sobre a foto
Não há “dia da mulher”, há “instante mulher”. Aquele instante em que o mundo pára para vê-la passar. Aquele instante em que um simples olhar desperta o mais ingênuo dos sorrisos. Aquele instante em que tudo fica em segundo plano. O instante em que seus súditos param para reverenciar sua passagem. Instante de bobeira em que nada é possível pensar, nem desejar, instante de ofuscamento. Instante de quadris hipnóticos. De curvas e cabelos. Olhos e bocas. E nada se vê e tudo se quer. E que passa rápido. O pensamento começa a voltar, desejar, sonhar, trair, imaginar, excitar...Realidade, volta a vida, o sol incomoda os olhos, os carros voltam a buzinar, trânsito, sirene, cheiro ruim, contas para pagar, atraso, cansaço, segue a vida... Mas, só até o próximo instante mulher.
Ave Rainhas!

19 Setembro 2008

I'm Yours - Jason Mraz

18 Setembro 2008

Vai...

...um feijãozinho aí?

Interiorrr

É ou não é um barato viver no fim do mundo?
(as vezes)

16 Setembro 2008

A foto que não fiz

Uma das coisas mais frustrantes para um fotógrafo é deixar de fazer uma foto que ele julga importante. Não é o caso de você se deparar com uma grande cena e não ter disponível o equipamento. Isso acontece seguidamente e a gente se acostuma com essas perdas inevitáveis. O problema é quando a cena se apresenta o equipamento está disponível, você visualiza a foto e como quer fazê-la e não pode fazer a foto. Aí fica uma coisa entalada na garganta.
Isso aconteceu na minha recente viagem a Porto Alegre. Aproveitando a tarde livre saímos para fotografar o Hotel Majestic, tarde que também acabou rendendo o ensaio na Catedral. Pegamos um taxi no hotel e descemos no Mercado Público, centrão de Porto Alegre. Local perigoso para se ostentar qualquer objeto de valor, com uma freqüência similar as imediações da Praça da Sé em São Paulo. Equipamento em uma mochila comum, sem nada que denunciasse o conteúdo.
Passamos pela praça abarrotada de pessoas nos fundos do Mercado, caminhando em direção à Rua da Praia. Quando nos deparamos com uma pessoa deitada no chão no meio da multidão. Andei observando a cena, até chegar ao ponto que julguei seria o ideal para fazer a foto. Parei.
Ainda não tenho a habilidade necessária para fotografar mazelas humanas, sem correr o risco de parecer mais um dos tantos exploradores da miséria. Portanto, fotografar mendigos e crianças sujas pedindo em sinais, ainda não são assuntos das minhas fotos. Mas, ali a situação era diferente.
A pessoa, pelo ângulo que escolhi, não passava a informação de ser um mendigo. A cena era forte e brutal: primeiro pela posição da pessoa jogada ao chão, de uma forma em que não era possível determinar se estava viva ou morta sem examiná-la; segundo pela indiferença dos passantes que quase pisavam em seu corpo.
Pensei a foto. Tinha que realçar a pessoa deitada, a tomada deveria ser baixa valorizando os pés que pendiam para fora da calçada e escondendo a cabeça. As pessoas, que passavam indiferentes a cena, deveriam ser parcialmente apagadas, ficando apenas como borrões. Como a deformidade que a vida social gera. Para isso, precisaria ajoelhar-me, fechar o diafragma ao máximo para poder escolher uma velocidade baixa que mantivesse apenas o que estava imóvel nítido. Com uma velocidade tão baixa fica difícil não tremer. Já fiz fotos com velocidades bem baixas com a máquina na mão, mas quase sempre apoiado em algo ou encostado em uma parede. Ali seria muito arriscado confiar na firmeza da mão, o certo era puxar também o tripé da mochila.
Tudo pronto. A cena. A mensagem. A forma de fazer a captura. O equipamento necessário e disponível. E então olho ao redor... Nenhum policial a vista. Dezenas de pessoas encostadas na esquina e nas portas de um boteco de quinta me olhando, provavelmente tentando adivinhar o motivo de nós estarmos parados ali no meio da multidão. Olho novamente, procurando um único policial com quem pudesse conversar e pedir que apenas ficasse parado ao meu lado por 2 minutos. Nada...
Uma grande foto pode valer bem mais de dezenas de grandes máquinas, mas a minha segurança e a de quem amo, não tem preço. Olho desolado para a foto que decidi não fazer. Um mendigo chega e senta ao lado da pessoa deitada e destrói a cena. Vou embora...

15 Setembro 2008

Foco lá

Foco cá

14 Setembro 2008

Domingo na Fazenda




12 Setembro 2008

Gregory Colbert

Quando assisti o vídeo que a Clara publicou hoje no Gosto da Rosa , vi de cara que o fotógrafo era fera. Fui atrás e não deu outra. Aliás, eu devo estar muito desatualizado para não ter ouvido falar de uma exposição que já foi vista por 10 milhões de pessoas. A boa notícia é que ano que vem estará por aqui.

http://www.ashesandsnow.org/

11 Setembro 2008

Belo exemplo

Não costumo responder nem repassar e-mails FW, mas resolvi abrir uma exceção neste:

“Natalie Gilbert, 13 anos, ganhou um prêmio e foi cantar o hino dos EUA, em um jogo da NBA.
Mais de 20.000 pessoas no estádio, ela começa muito bem...
De repente o braço treme, ela engasga, esquece a letra ...
Deu branco!
13 anos! Sozinha...
O público ameaça uma vaia ...
Mo Cheeks, técnico dos Portland Trail Blazers, aparece ao seu lado e começa a cantar, incentivando-a.
Bonita cena.
Mostra como uma atitude de solidariedade na hora certa, pode fazer a diferença.”


10 Setembro 2008

Vamos lá Dumont!

Ontem com a notícia da ativação do grande colisor de hádrons (LHC) do CERN, um bando de palavras novas foi integrado ao meu vocabulário. Como dois cientistas entraram com um processo judicial tentando evitar o início das operações da máquina fui dar uma pesquisada no assunto, afinal não era nenhuma seita apocalíptica que alegava que a máquina poderia provocar um cataclismo.
O que descobri é que tanto os que alegam que a máquina pode destruir o mundo como os que defendem que a geringonça é segura, concordam em todos os pontos, diferindo apenas nas suas repercussões.
Confesso que a coisa é meio preocupante para nós leigos. Um lado diz que a máquina teria condições de gerar um buraco negro que iniciaria um processo de aglutinação de matéria incontrolável que engoliria o planeta. O outro lado diz que de fato o acelerador pode criar buracos negros, mas que eles teriam proporções subatômicas. Dizem, que os astrônomos observam buracos negros causados pela implosão de uma estrela e que a massa de um próton seria desprezível.
Depois vêm as palavras novas: cosmologistas dizem que a máquina também poderia criar um material exótico e hipotético, o tal de strangelets, uma matéria dotada de tal campo gravitacional, que a vida no planeta seria destruída. Novamente os cientistas do CERN, não negam a informação, apenas dizem que strangelets nunca foram observados no universo e que sua existência é teórica. Mas, assim como dizem não botar muita fé no hipotético strangelets, também teorizam que caso a matéria realmente exista o campo eletromagnético criado ao seu redor repeliria a matéria normal e nada aconteceria.
Por fim, outra partícula teórica que poderia surgir é o monopólo magnético, de acordo com os teóricos esta partícula, ao contrário da matéria normal, teria apenas uma carga magnética, e que essa partícula teria condições de dilacerar a matéria por conta de sua carga eletromagnética desequilibrada. O CERN leva a sério a possibilidade da existência desta partícula, mantém uma equipe especialmente empenhada em produzir o tal monopólo magnético, mas alega que ela não teria todo esse poder destrutivo.
Na verdade nenhum dos lados pode provar o que diz. Tudo é teórico e possível, eles só discordam quanto à proporção das conseqüências. Sabe como é que me sinto depois de ler sobre o assunto? Que estamos diante da decolagem do 14-bis... mas, desta vez todos nós estamos a bordo.

08 Setembro 2008


07 Setembro 2008

Village of the Watermills ( Dreams)

Porque não dá para pensar em poesia visual sem lembrar Akira Kurosawa.

06 Setembro 2008

Poética Fotográfica

É condição à poética fotográfica o chamado ao observador participar da interpretação da foto. Porém, este convite pode se dar de diferentes formas, pode-se evocar no observador uma reação emocional, pode-se provocar uma reação sensorial ou, ainda, se pode convidá-lo a completar o sentido de uma imagem.
A descrição direta de uma emoção não é necessariamente poética, pois retratar uma emoção não é poesia fotográfica, transmitir uma emoção sim.
É claro que esta reação, especialmente a emocional, pode variar muito de observador para observador. Pode inclusive provocar reações antagônicas. Ao fotógrafo cabe a tarefa de identificar a cena que possa provocar a participação do observador, e para isso esse convite há de ser coerente, ainda que a reação do observador, na maioria das vezes, não possa ser completamente manipulada ou prevista pelo fotógrafo.
A maior dificuldade da evocação emotiva é a subjetividade da reação ou não do observador. Exemplo: a foto de uma refeição chinesa composta de insetos fritos, sangue fresco de cobra e cachorro cozido, pode provocar salivação em um chinês, náuseas em um ocidental e absolutamente nada no garçom ou cozinheiro do restaurante chinês.
A poética que evoca reações sensoriais parece-me a mais direta, ao ponto de “quase não ser poética”. É exemplo o still de alimentos, apresentados em supermercados e restaurantes com o objetivo de atiçar a gula.
A provocação à participação do observador para completar o sentido da foto, parece-me a mais simples de manipular e prever a reação. Pois ao observador cabem apenas dois caminhos, entrar na foto para compreendê-la/completá-la ou dar-se por satisfeito por sua incompletude.
As duas fotos abaixo são um simplório exercício. Uma retrata uma emoção direta, mas não necessariamente transmite uma emoção, a outra apenas com o acréscimo de um elemento convida o observador a completar o sentido do que vê, e se o convite for suficientemente forte pode até provocar uma reação emotiva.

04 Setembro 2008


02 Setembro 2008

Meu vizinho

Isso só podia acontecer aqui.
Meu vizinho comprou um aparador de grama orgânico.
E que ainda aduba o quintal.
Isso é que é vizinho ecologicamente correto!

01 Setembro 2008

Annie Leibovitz

Mulheres pelas lentes de uma Mulher.

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