Em minha opinião o que diferencia o fotógrafo do tirador de fotos é o processo de criação. Ao contrário do que é comum pensarem a verdadeira fotografia não é um xerox de um pedaço da realidade. Registrar em um retângulo, um pedaço do que se vê é “tirar uma foto”, “fazer uma fotografia” é um processo bem mais complexo, que envolve criação.
Bresson dizia: “A máquina fotográfica é um caderno de croqui, é o desenho imediato, com a sensibilidade, a surpresa, o subconsciente, o gosto pela forma.”
Como o pintor, o fotógrafo é um criador, mesmo com a diferença de tempo que cada um tem para criar. Bresson era um fotógrafo que queria ser pintor, mas dizia que não tinha imaginação. Na verdade estava dizendo que o fotógrafo tem uma limitação básica que é a realidade, ele tem que criar sobre a realidade, enquanto o pintor pode imaginar o que bem entender.
O pintor imagina, o fotógrafo recorta. O pintor usa tintas, o fotógrafo a luz. O pintor é livre do tempo para criar, o fotógrafo mesmo que volte dezenas de vezes ao mesmo local em busca da luz certa é um escravo do tempo, normalmente uma fração de segundo. O pintor rascunha a composição, o fotógrafo repete a foto. O pintor cria o “seu mundo”, o fotógrafo tem que adestrar seu olho para ver o “nosso mundo”. Em comum essas duas artes visuais só têm as regras de composição e geralmente o formato em que são apresentadas (quadrados ou retângulos). E, portanto, não podem ser comparados.
O fotógrafo que queria ser pintor disse: “Um bom fotógrafo é superior a um mau pintor. E vice-versa.”
No post anterior digo que não interessa aonde um fotógrafo vá, porque seus olhos têm a obrigação de ver a harmonia onde quer que ela esteja. Harmonia é um conceito clássico relacionado às idéias de beleza, proporção e ordem, vem do grego harmos que significa reunir, encaixar.
A foto que encabeça o post anterior é um bom exemplo disso, veja de onde ela foi criada.
Bresson dizia: “A máquina fotográfica é um caderno de croqui, é o desenho imediato, com a sensibilidade, a surpresa, o subconsciente, o gosto pela forma.”
Como o pintor, o fotógrafo é um criador, mesmo com a diferença de tempo que cada um tem para criar. Bresson era um fotógrafo que queria ser pintor, mas dizia que não tinha imaginação. Na verdade estava dizendo que o fotógrafo tem uma limitação básica que é a realidade, ele tem que criar sobre a realidade, enquanto o pintor pode imaginar o que bem entender.
O pintor imagina, o fotógrafo recorta. O pintor usa tintas, o fotógrafo a luz. O pintor é livre do tempo para criar, o fotógrafo mesmo que volte dezenas de vezes ao mesmo local em busca da luz certa é um escravo do tempo, normalmente uma fração de segundo. O pintor rascunha a composição, o fotógrafo repete a foto. O pintor cria o “seu mundo”, o fotógrafo tem que adestrar seu olho para ver o “nosso mundo”. Em comum essas duas artes visuais só têm as regras de composição e geralmente o formato em que são apresentadas (quadrados ou retângulos). E, portanto, não podem ser comparados.
O fotógrafo que queria ser pintor disse: “Um bom fotógrafo é superior a um mau pintor. E vice-versa.”
No post anterior digo que não interessa aonde um fotógrafo vá, porque seus olhos têm a obrigação de ver a harmonia onde quer que ela esteja. Harmonia é um conceito clássico relacionado às idéias de beleza, proporção e ordem, vem do grego harmos que significa reunir, encaixar.
A foto que encabeça o post anterior é um bom exemplo disso, veja de onde ela foi criada.




