24 Julho 2008

O fotógrafo e o pintor

Em minha opinião o que diferencia o fotógrafo do tirador de fotos é o processo de criação. Ao contrário do que é comum pensarem a verdadeira fotografia não é um xerox de um pedaço da realidade. Registrar em um retângulo, um pedaço do que se vê é “tirar uma foto”, “fazer uma fotografia” é um processo bem mais complexo, que envolve criação.
Bresson dizia: “A máquina fotográfica é um caderno de croqui, é o desenho imediato, com a sensibilidade, a surpresa, o subconsciente, o gosto pela forma.”
Como o pintor, o fotógrafo é um criador, mesmo com a diferença de tempo que cada um tem para criar. Bresson era um fotógrafo que queria ser pintor, mas dizia que não tinha imaginação. Na verdade estava dizendo que o fotógrafo tem uma limitação básica que é a realidade, ele tem que criar sobre a realidade, enquanto o pintor pode imaginar o que bem entender.
O pintor imagina, o fotógrafo recorta. O pintor usa tintas, o fotógrafo a luz. O pintor é livre do tempo para criar, o fotógrafo mesmo que volte dezenas de vezes ao mesmo local em busca da luz certa é um escravo do tempo, normalmente uma fração de segundo. O pintor rascunha a composição, o fotógrafo repete a foto. O pintor cria o “seu mundo”, o fotógrafo tem que adestrar seu olho para ver o “nosso mundo”. Em comum essas duas artes visuais só têm as regras de composição e geralmente o formato em que são apresentadas (quadrados ou retângulos). E, portanto, não podem ser comparados.
O fotógrafo que queria ser pintor disse: “Um bom fotógrafo é superior a um mau pintor. E vice-versa.”
No post anterior digo que não interessa aonde um fotógrafo vá, porque seus olhos têm a obrigação de ver a harmonia onde quer que ela esteja. Harmonia é um conceito clássico relacionado às idéias de beleza, proporção e ordem, vem do grego harmos que significa reunir, encaixar.
A foto que encabeça o post anterior é um bom exemplo disso, veja de onde ela foi criada.

Tanto faz


Jogava conversa fora por esses dias, com minha irmã e cunhado. Falávamos sobre preferência para viagens. Aquele tipo de papo: prefiro Aruba a Cuba, Paris à Nova Iorque, Polinésia ao Hawaii, ou ainda Tailândia ao Japão. Aquele tipo de papo só para passar tempo e ver como as pessoas têm interesses distintos em viagens.
Mas, depois pensando no papo, sabe o que é melhor em ser fotógrafo? É que não faz a menor diferença para onde se vai. Meus olhos têm a obrigação de encontrar a harmonia onde quer que eu os leve, ou onde quer que a vida nos leve.

23 Julho 2008

Cores

22 Julho 2008

Aniversário

A noite começou quente
Muitos amigos reunidos
Meu primo orgulhoso do seu troféu
Até os periquitos participavam
E aí choveu
O aniversariante estava feliz

Gostou da inversão dos númerosRolou muita emoçãoTodos felizesAté o fotógrafoAfinal, todos tinham muito que celebrar por mais um ano na companhia do meu 2ª pai.

Parabéns Tio!

20 Julho 2008

Abertura de “A Favorita”

Incrível como o tango se presta a estas releituras. Encontrei no Blog Café Preto do Ricardo Moraes o clipe da música de abertura da novela A Favorita. E copiei na cada dura. O Techno Tango é um estilo que se tornou conhecido com o Gotan Project e agora o grupo Bajo Fondo parece que vem com tudo.

19 Julho 2008

Travesti?

Alguns casais começam a ficar parecidos com o passar dos anos. É comum acharem que sou irmão da Mônica. Durante o estudo na Estação Ferroviária, fizemos centenas de fotos. Essa chamou a atenção. Quando baixamos a foto, a Mônica disse que não era ela. Que eu lembre, eu estava com o olho no visor. Agora já não sei.
É ela com a minha cabeça ou eu com o corpo dela? É uma foto dela parecida comigo? Ou sou eu me fazendo passar por ela? Nós faríamos uma brincadeira dessas?
Será?

17 Julho 2008

Banho de luz


16 Julho 2008

A lua

Desliguei a televisão.
Vamos voltar à fotografia, porque o mundo dos homens está muito feio.
Não conseguir fazer uma foto da lua, foi o que me iniciou na fotografia, tive que começar a estudar como regular uma máquina para conseguir, já que o automático levava uma surra. Dois dias depois aprendi o que era abertura do diafragma e velocidade do obturador. Fiz a foto da lua.
Daí não parei mais de estudar, mas a paixão por fotografar a lua continua.
Estou tentando comprar uma boa máquina, e claro que minha primeira foto será Dela.

Esta é da semana passada.

Tiro no bom-senso

Ontem eu fiquei besta com a declaração do Secretário de Segurança do Rio, depois de mais um assassinato promovido pela polícia. Desculpa mas não estou afim de procurar o nome daquela anta no Google. Primeiro ele diz que não há nada de errado na atuação da polícia que não pode levar tiro sem revidar. Depois diz que a população apóia isso.
Errou feio nas duas!
Se a polícia não pode levar tiro sem revidar, então os reféns estão ferrados de hoje em diante no Rio. Agora quando a polícia cercar assaltantes dentro de uma agência bancária cheia de clientes é só esperar eles atirarem, depois é só jogar uma granada lá dentro e resolver a situação que o “Chefe” garante a mão.
Até onde me lembre eu sou parte da população, e não acho que a polícia tem que matar. Até onde conheço as Leis, o trabalho da polícia é prender.
Agora tá explicado o motivo da polícia do Rio ter matado mais de 900 pessoas no ano passado. Com um chefe desses o bom-senso está morto. Com 15 tiros na cabeça numa blitz de bafômetro, por ter tomado um licor.

15 Julho 2008

STF x PF

Este caso do Daniel Dantas e quadrilha expõe o que considero a maior fragilidade do Sistema Penal. Leigos alegam que a Lei é diferente para ricos e pobres. Na verdade isso é um equivoco de análise, causado pela observação direta do resultado do Sistema Penal em ação, e não exatamente pela Lei fazer distinções.
A Lei aplicada ao ladrão de galinhas e ao banqueiro é a mesma, ela é fixa, está escrita e não muda ao sabor do dinheiro do réu. O que muda são as condições de aplicação das Leis. O criminoso endinheirado tem a seu dispor todo o arsenal defensivo que já está no próprio Sistema e que valeria para o pobre também, se ele tivesse condições de acesa-lo através de bons advogados, recursos a instâncias superiores, etc...
E é bom que se diga que a Lei Penal assim como não faz distinções para beneficiar o banqueiro também não pode tentar equilibrar as condições, beneficiando o ladrão de galinhas. Sob pena de oferecer tratamento distinto a situações similares.
Independentemente da discussão sobre a PF estar sendo usada como instrumento de propaganda e campanha de membros do Executivo, o problema do Sistema Penal, é o próprio sistema. Ninguém se sente mais ou menos seguro ao andar na rua pelo Naji Nahas ou Daniel Dantas estarem presos. Eu não passei a dormir mais tranqüilo com a notícia da prisão de Salvatore Cacciola. Essa idéia da “vingança” de colocar na cadeia quem comete crimes, independentemente de sua periculosidade, é uma idéia medieval e sem nenhuma função prática nos dias atuais.
Soluções de ordem cívil associadas às medidas penais, é que realmente se demonstram eficazes. Como já ocorre no crime de tráfico de drogas, onde todos os bens do traficante são sumariamente desapropriados e leiloados.
Ainda que o meu lado neandertal fique satisfeito em ver estes caras na masmorra, a verdade é que a prisão deles não melhora em nada minha vida. Na verdade piora, porque passo a pagar hospedagem, comida e segurança para eles. Já a desapropriação de todo o patrimônio de criminosos, com reversão para a sociedade além de ser uma pena efetiva, pode beneficiar concretamente a sociedade, nem que seja para ajudar a financiar algum bolsa esmola.

13 Julho 2008

Vida e Morte pelas Lentes

No post anterior eu faço uma analogia entre o fotógrafo e o atirador de elite. A princípio pode parecer que a diferença crucial entre o atirador e o fotógrafo é que o último não salva nem mata. Mas, isso nem sempre é verdade.
Os exemplos mais famosos do poder da fotografia sobre a vida e a morte são duas grandes fotos. Ambas ganhadoras do Prêmio Pulitzer.

A Morte
Conhecida como Vulture (Abutre), a foto tirada na região de Ayod deu ao fotógrafo sudanês Kevin Carter o prêmio Pulitzer em 1994.
A menina desnutrida é abandonada para morrer no caminho para um campo de refugiados, enquanto agoniza o abutre espera para cumprir sua tarefa.
Depois de clicar, Kevin conta que espantou o animal, sentou-se impotente diante do quadro, chorou e fumou, antes de ir embora.
Ao receber o prêmio, Carter declarou:
- "É a foto mais importante de minha carreira, mas não estou orgulhoso dela, não quero nem vê-la. Odeio-a. Ainda estou arrependido de não ter ajudado à menina..."
Quatro meses depois, Kevin foi encontrado dentro de seu carro, envenenado por monóxido de carbono. Pouco antes de se matar Kevin teria dito que além da menina havia dois abutres nesta cena. Não se sabe o destino da criança.

A Vida Em 8 de Junho de 1972 um avião da Força Aérea Vietnamita bombardeia com napalm Trang Bang, 38 quilômetros de Saigon. O fotógrafo vietnamita Nic Ut registra a fuga da população e flagra a menina Kim Phuc de 9 anos correndo nua e queimada em sua direção. O menino à sua frente, do lado esquerdo, é seu irmão mais velho. Ao fundo soldados americanos que não tiveram participação direta no ataque.
Nic é o único no local capaz de se comunicar com a família da menina que pede para ele levá-la ao hospital. Ele a coloca em seu carro e ruma para o hospital de Cu Chi. Lá chegando a menina não passa na triagem. A situação é tão grave que os médicos só estão atendendo os casos que julgam viáveis.
Diante da situação de ver a menina abandonada para morrer no corredor, Nic puxa o médico para um canto e ciente da importância do que continha seu rolo de filme, afirma que a foto daquela menina estará estampada nas primeiras páginas de todos os grandes jornais do mundo, e que o médico deveria pensar bem antes de assumir a responsabilidade por deixá-la morrer sem atendimento. O argumento convence e Nic só abandona o hospital para enviar a foto depois da menina entrar na sala de atendimento. Kim Phouc ficou internada 14 meses e foi submetida a 17 operações. Nic a visitou durante todo este período.
Não haveria nada de anormal na atuação do fotógrafo, salvo por um pequeno detalhe. Apenas 28 anos depois do dia em que a fotografia foi tirada é que o mundo soube da história desta foto e do papel do fotógrafo. A própria Kim Phouc, hoje Embaixadora da UNESCO, revelou a história quando reencontrou Nic Ut, em Londres, durante uma audiência com a Rainha. Só então ela apresentou-o como “o homem que salvou a minha vida”.

12 Julho 2008

Atirador de Elite

Eu comparo a atuação do fotógrafo que utiliza o método do momento decisivo ao de um atirador de elite. O posicionamento, o estudo do local, a regulagem do equipamento, a calma na espera pelo momento certo e por fim o disparo.
A diferença é que o fotógrafo pode “abater” mais de um alvo com o mesmo disparo.

11 Julho 2008

Frase do Dia


"Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente. E pela mesma razão."

Eça de Queiroz

10 Julho 2008

Mais de Bresson


Encontrei no blog do Marcos Bitaites uma matéria muito legal sobre “O Fotógrafo Invisível”. Vale à pena dar uma olhada. O link para o texto é:
http://bitaites.org/o-fotografo-invisivel
No texto há um link para uma entrevista dada por Bresson à jornalista e crítica de arte Sheila Leirner em 1996:
http://pagespro-orange.fr/sheila.leirner/Site%20Entrevistas/CartierBresson.htm
E por fim Marcos nos presenteia com um arquivo com Fotografias em alta resolução de Henri Cartier-Bresson.
(Download)

Imperdível!


08 Julho 2008

Tropa de Elite

Estamos vendo os resultados do apoio social à truculência policial. “Bandido bom é bandido morto” né? E quando a polícia que mata bandido confunde carro de bandido com carro de mãe com filhos?
As pessoas colocam películas nos vidros dos carros para se proteger dos assaltos, pois é certo que não saber quem e quantos estão dentro do veículo é uma barreira a ser vencida pelo bandido. Mas, aí vem a polícia que mata bandido e não enxerga uma mãe e dois filhos no interior do carro. E aí? Sai dessa!
Será que não seria melhor: bandido bom é bandido preso?
Se continuar assim o refrão da musica vai se tornar uma profecia:

"Tropa de Elite osso duro de roer
Pega um, pega geral e também vai pegar VOCÊ!"

07 Julho 2008

Eu Fotógrafo

Quem acompanha meu estudo de fotografia, já percebeu que sou fã de Bresson. Ao contrário de Ansel Adans que era um virtuose da técnica, e por isso tornou-se um fotógrafo e autor tão reconhecido, Bresson tinha o que realmente admiro em um artista, o domínio da técnica relegado a segundo plano. A capacidade de colocar a técnica da execução apenas no alicerce, dando à colocação dos elementos da foto o seu verdadeiro valor. Regulagens criativas do equipamento e hoje “efeitos especiais digitais” podem impressionar leigos, mas a precisão da composição dos elementos no retângulo fotográfico impressiona a todos.
Vários fatores me levam a essa identificação com o trabalho do Bresson: o gosto pelo preto e branco, a qualidade da imagem colocada apenas como base do trabalho, a busca pelo encaixe preciso dos elementos no retângulo, a importância do elemento humano e a desimportância do equipamento.
É claro que essa desimportância é relativa. Bresson utilizava uma Leica, máquina mundialmente respeitada por sua excelência entre as pequenas e portáteis 35mm, não usava tripé, flash ou arsenal de lentes. Eu ainda não tenho a minha Leica, uso uma velhinha Panasonic FZ1 com seus míseros 2 mega-pixels, mas com lente Leica.
Como falei também aqui, venho participando de um grupo de estudos formado por fotógrafos experientes, dentre os quais sou um completo inexperiente. Neste grupo temos uma proposição mensal a desenvolver e somos coordenados pelo experiente Ivan, arquiteto, mestre em composição e fotógrafo de grande experiência. O tema do mês passado era fotografia de rua, e consistia em encontrar um local interessante para fotografar, realizar várias composições possíveis, escolher uma, afinar essa composição com inúmeras idas ao local e finalmente incluir o elemento humano à composição.
Este é comentário final do Mestre ao meu estudo do mês:
“O melhor grupo de fotos desta sua pesquisa. Creio que nelas há clareza, você olha e sabe para o que está olhando, e os elementos se ajudam, não brigam um com o outro, cada um deles entretanto tendo o seu destaque.
Todas estão boas, talvez a penúltima a melhor, mas em todas há interesse, e em todas o olho fica tranquilizado por ter encontrado ordem.
Creio que, no sentido inicial do tópico, você o cumpriu, não obstante possa ter outros desenvolvimentos. Mas chegou a um fim, às composições estáveis e interessantes, tendo antes partido de composições conflitantes, e foi sopesando cada elemento para encontrar sua melhor disposição.
Creio que você provavelmente saberá fazer isso em outros contextos, pois o que aprendemos não é somente algo relativo àquilo, mas aprendemos essa dinâmica de ida e volta, de aproximações sucessivas, de aperfeiçoamentos e análise. Como já disse antes, por essas cinco últimas fotos você pagou caríssimo, mas pagou pelo futuro.
Sobretudo, uma experiência dessas despe a pessoa daquela ilusão que os que têm pouca prática mantém, de um ato mágico de composição, de uma intuição que se basta, e despida dessa ilusão a pessoa pode então encarar com verdadeira humildade cada situação fotográfica, humildade no sentido de não esperar a manifestação da genialidade inata, mas sim colocar-se com afinco a analisar, a pensar, a entender o que quer, a imaginar como conseguir o que quer.
O paradoxal é que a foto bem composta parece tão simples que muitos desavisados a acham simplória, quando é na realidade sofisticada. Porque aquilo que fica certo parece da única maneira que sempre pôde ser. Um exercício desses mostra como obter o simples é refinado.
Elton; obrigado por seu esforço. Enquanto eu só posso indicar objetivos, o exemplo do desenvolvimento ocorrendo defronte de todos mostra um mapa, e mostra o que é possível e como é possível.
Um grande abraço,
Ivan”
As fotos que ilustram esse texto são a que o Ivan cita no seu texto (a que está acima) como a melhor e a outra é uma que também gosto muito (abaixo).
É claro que estou envaidecido pelo comentário, mas principalmente por meu esforço. Fui mais de 5 vezes ao local, realizei mais de uma centena de fotos, levei 2 semanas estudando cada detalhe deste cenário e finalmente fui reconhecido pelo meu esforço.
Disse aqui que não saberia se um dia me consideraria um artista, pois isso depende de talento, mas que um dia me concederia o título de “fotógrafo”. Esse dia é hoje!
A partir de hoje, além de advogado e eterno aprendiz da fotografia, sou Fotógrafo Amador.

06 Julho 2008

A 1ª Fotografia

Com uma câmera escura fabricada pelo ótico parisiense Chevalier em 1826, Joseph Nicéphore Niépce, com um tempo de exposição de 8 horas, realizou uma imagem de seu quintal, sendo considerada hoje a primeira fotografia do mundo.Mas, Joseph chamou o seu invento de “heliografia”. No Brasil o também francês radicado em Campinas-SP, Hercule Florence, aperfeiçoou o processo que utilizava negativos para produção de imagens. Ele chamou o resultado do seu processo de “Fotografia”.

04 Julho 2008

Silhueta e Contraluz

Aprendi essa semana que fazia uma confusão com dois termos em fotografia. Achava que contraluz era a fotografia feita com a luz por trás do assunto de forma que do assunto em primeiro plano aparecesse apenas o contorno. Mas, na verdade isso tecnicamente se chama de silhueta. O contraluz também é feito com a luz por trás, mas a fotometria é feita no primeiro plano, ao contrário da silhueta que tem a fotometria no fundo do cenário.
Tá meio complicado né? Mas, com um exemplo fica bem mais fácil de entender.
Contraluz

Silhueta

03 Julho 2008

A estação

Duas vezes na infância tive o privilégio de embarcar nesta estação com meus avós, rumo a Porto Alegre. Era bem pequeno, mas guardo com carinho as sensações daquelas viagens mágicas, o charme das cabines, o balanço e ritmo gostoso para dormir, o aroma do vagão restaurante, a emocionante passagem entre os vagões. Tudo era tão especial, tão prazeroso e sem pressa que dá até uma tristeza por não termos mais esse meio de transporte tão romântico.

02 Julho 2008

Tolerância Zero

“Num Estado, a multidão de leis é o mesmo que um grande número de médicos: sinal de enfermidade e fraqueza.”
Voltaire

“Não é pelo direito penal que vamos eliminar a violência.”
José Paulo Bisol

Quem me conhece sabe o que penso sobre Leis. Qualquer um que fale contra o excesso de regulamentação social e da ineficiência crônica do sistema penal, joga no meu time.
Sabe por que essa leizinha, com nome marqueteiro de “tolerância zero”, não vai dar certo? Porque ela vai funcionar para mim e para você. Pessoas que procuram respeitar a lei e comportar-se com ponderação no convívio social. Sempre bebi socialmente, nunca dirigi embriagado e também nunca causei um acidente após beber. Quase com toda a certeza você também não.
Já o inconseqüente que bebe até não mais encontrar o buraco da fechadura do carro, vai deixar de beber por conta da leizinha marqueteira? Claro que não!
Lei funciona para quem é educado para conviver em sociedade e não pelo medo da punição. Afinal o motorista bêbado sempre vai pensar, com toda a razão aliás, que as chances da polícia pegá-lo são quase inexistentes.
E assim seguimos... O Estado fazendo de conta que resolve tudo com leis, a gente cada vez mais tolhido, o povo cada vez mais ludibriado e os embriagados dirigindo e andando para a tolerância zero (à esquerda).

01 Julho 2008

Terça Insana

Parabéns a brilhante Ilana Kaplan por encontrar uma utilidade para este boçal.
Com vocês: Ricardo Exatus!
Parte 1

Parte 2