30 Maio 2008

Crua

Ao contrário do que fiz até agora, mostrando a foto já feita com os comentários, vou postar primeiro uma foto crua do local que elegi para fotografar e nos próximos dias vou estudar o lugar, a luz em várias horas do dia os enquadramentos e composições possíveis e daqui alguns dias posto o resultado do meu trabalho.

O local escolhido é este. Fica na praça central da cidade, em frente à igreja matriz. A direita está o monumento a Getúlio Vargas e a alameda que leva ao centro da praça, onde está o memorial projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, que abriga os restos mortais do ditador/presidente.

29 Maio 2008

Fotos que incomodam

Eu chamo fotos que incomodam aquelas onde o fotógrafo, de certa forma, brinca com o olhar do observador. Afinal, estudar composição em artes visuais, nada mais é que entender o que acontece com o olho do observador.
E muitos artistas utilizam esse conhecimento para causar certo “desconforto” ao observador, tirá-lo da zona de conforto. Como o olho humano percorre um caminho sobre a imagem, identificando os elementos que a compõem, as fotos bem compostas são aquelas em que os elementos estão colocados de forma que o olho a percorra de forma confortável. Já as fotos que incomodam, além de bem compostas, incorporam elementos que quebram o caminho natural do olhar, e assim fazem com que o observador não consiga identificar a foto como um todo. O olho tem que fragmentar a informação para conseguir assimilá-la.
Um simples exemplo disso é essa foto que fiz para esse exercício, e que tem o seguinte objetivo:
A parede colocada em primeiro plano e ocupando 2/3 do retângulo inicia o caminho atraindo a primeira atenção, logo depois a janela colocada no cruzamento dos terços superior e esquerdo atrai de forma irresistível o olhar. Até então o olho percebeu a existência de uma paisagem secundária na foto, mas não foi capaz de identificar os elementos que a compõe. Depois de assimilada a imagem formada pela parede com a janela e seus detalhes, o olho percebe a diagonal formada pela sombra dos fios, que corta a janela ao meio e conduz o olhar em direção ao homem que integra a outra imagem. O trabalhador, que constrói uma casa do outro lado da rua, está bem próximo do cruzamento dos terços inferior e direito e por isso é a primeira coisa a ser vista na segunda imagem que forma a foto. Então o olhar começa a esquadrinhar a rua, o muro, as árvores, o céu... Mas, aí acontece o inverso, torna-se impossível visualizar os detalhes da parede e janela junto com a paisagem. Enfim o olho tem que alternar entre ver a parede e seus detalhes ou a paisagem no terço direito e seus elementos.

Este é um exemplo bem primário. Agora veja uma fotografia de Lee Friedlander, um Mestre na arte de “brincar” com nosso olhar. Veja quantas “fotos” ele coloca dentro de uma mesma foto, sua riqueza geométrica e como você perde completamente os elementos dos outros, enquanto assimila a composição de cada quadro que compõe o todo.

25 Maio 2008

E na selva urbana...

Essa simpática senhora, moradora da praça central da cidade, vaidosamente inspecionava as unhas na nublada manhã de sábado.
.

21 Maio 2008

PDS

Pôr-do-sol é um clichê tão grande em fotografia, que os fotógrafos criaram até a sigla acima para poder desdenhar desse lugar comum com mais agilidade.
De acordo com os mais ranzinzas, gastar milhares de megabytes fotografando o crepúsculo é coisa de quem de fotografia só entende de apertar botões.
Mas, fala a verdade. Dá para resistir quando a Deusa Mãe oferece um espetáculo desses? E ainda com entrada franca?
.

20 Maio 2008

A história de uma foto

Resolvi descrever o processo de “construção” de uma foto. Quando eu não entendia nada de fotografia, eu tinha a impressão que uma boa foto era quase um golpe de sorte. Que ela dependia no máximo do olhar do fotógrafo e da precisão no momento do click.
Nesse exemplo descrevo o método desenvolvido pelo Bresson, chamado de “O Instante Decisivo”. É um exemplo que não deu certo, mas de qualquer forma acho interessante:
Neste domingo parou um Opalão lindo em frente à casa de um vizinho. Adoro carros antigos e me chamou a atenção seu estado impecável. Como estava com a máquina na mão resolvi fotografá-lo.
Antigamente eu teria ido lá escolhido um ângulo qualquer em que o carro ficasse legal e apertado o botão. Mas, agora não me basta mais o assunto, eu tenho que “encaixá-lo” no retângulo fotográfico.
De cara corri para tentar casar a diagonal do retângulo com o quadrado interno, mas era impossível, pois como a rua é inclinada em direção ao meio-fio (guia) o carro ficava em uma posição desagradavelmente inclinada. Então fechei o enquadramento no carro, para esconder a imperfeição do inicio da diagonal no vértice inferior direito, e aí a linha do teto do carro não ficou no terço superior da foto (onde eu a queria para formar o quadrado interno inferior). Mas, preferi privilegiar a ilusão da diagonal perfeita. O furgão branco no vértice superior, que não gostei, não tinha como mudar já que estava estacionado. Mas, ainda faltava algo que deixava o quadro vazio, sem atrativos.
Então fiquei parado esperando que algo acontecesse no mundo para completar (equilibrar) minha foto. Acho que fiquei mais de 5 minutos, com o olho no visor esperando. Além de alguns carros que buzinaram, o cara da bicicleta reclamou ao passar, da minha localização quase no meio de rua.
Quando o cidadão ao fundo começou a atravessar a rua, eu vi que era o que eu estava esperando. Queria fazer o click com ele e o ciclista alinhados paralelamente à diagonal. Mas, ai apareceu o carro branco ao fundo e na ânsia de esperar ele sair do quadro perdi o momento da colocação do pedestre na foto, que seria dois passos antes.
Mas, o que quero demonstrar com toda essa explicação, é o processo de composição. Em alguns meses de estudo passei de um cara que procurava apenas por algo interessante para clicar, para um maluco que fica parado no meio da rua, com um quadro composto nos mínimos detalhes, esperando pelo “meu instante decisivo” (que nessa perdi), só para fazer a foto de um carro.
.

17 Maio 2008

Privilégios

Li no blog do meu amigo Franco, um pertinente artigo sobre os privilégios que a OAB do seu estado criou para o atendimento de advogados junto a órgãos públicos, em especial na Receita Federal, onde ele que é contador atua seguidamente.
Isso me lembrou de algo que as pessoas parecem que esqueceram. Privilégios são concedidos a debilitados, portadores de fraquezas ou condição que os tornem menos que os demais. Vide o atendimento privilegiado a idosos, grávidas e deficientes físicos em bancos e supermercados. Vejo seguidamente essas pessoas exercerem esse direito como se fossem mais que os outros, quando na verdade lhes concederam um privilégio por obviamente serem menos.
E por favor, não me venham com correção política, eu ando para isso. Verdades devem ser ditas da forma mais clara e direta possível. Não estou faltando com o respeito a ninguém, apenas expondo de forma clara os motivos da concessão desses privilégios a pessoas que por estarem em condições inferiores aos demais, não podem aguardar como todos a sua vez de serem atendidos.
O Franco cita inclusive um artigo do Estatuto da Ordem que estaria sendo usado para a concessão desse privilégio aos advogados. Porém, entendo que os colegas lá do Espírito Santo o estão interpretando equivocadamente. Os direitos do Estatuto se referem à proteção legal do advogado no exercício de sua profissão.
Quando a interpretação dessas normas é criadora de prerrogativas especiais para os advogados, estamos diante do pior tipo de debilidade geradora de privilégios. Aquela debilidade em que o beneficiário do privilégio acha que é mais que os outros. A debilidade moral.
.
Leia no link abaixo um ótimo exemplo de debilidade moral aplicada. (poucas vezes tive tanto orgulho de ser piloto)

15 Maio 2008

Estudo

Estou estudando composição geométrica. Aliás, já deu para perceber pelas fotos que postei ultimamente né? Na verdade composição geométrica é um pleonasmo, não existe boa composição sem geometria. Meu exercício tem sido composições fortemente estruturadas na geometria.
Para facilitar um pouco as coisas resolvi praticar de uma forma mais simples. Compondo o quadro, iluminando e depois fotografando.
Escolhi como tema a simbologia pagã. Gosto da filosofia pagã. O equilíbrio entre o masculino e o feminino é muito interessante. E como equilíbrio é palavra de ordem em composição. Aí está a minha leitura do Divino Equilíbrio:




13 Maio 2008

O cineminha


Abriu um cineminha aqui no fim do mundo. Isso é muito legal. Numa época em que praticamente todas as salas de cinema do interior do País, viraram ponto de encontro de gente esquisita que não gosta de arte, um acontecimento desses deve ser festejado. Fiz questão de dar um pulinho lá para ver, e sempre que der vou prestigiar. Até quando o filme não for grandes coisas, vou fazer força para ir.
Também está na cidade O Serelepe, uma trupe de teatro mambembe, que viaja pelo interior se apresentando em um circo. Amanhã vamos lá ver uma peça. Não sabemos nem o nome da peça que será apresentada, mas isso não importa, o que importa é que e a cultura é realmente imortal. Quando a gente menos espera, ela dá o ar da graça e sempre torna a vida melhor. Como diz o Alberto, Evoé!

12 Maio 2008

Santo Tomé


08 Maio 2008

Zena Holloway

A fotógrafa britânica Zena Holloway, desde 1994 especializou-se em fotos subaquáticas.
Se quando você pensa em fotos debaixo d’água, vem a cabeça peixinhos multicoloridos e corais, o trabalho de Zena vai te surpreender.
Dá só uma olhada:

http://www.zenaholloway.com/gallery/1/

06 Maio 2008

Santa Maria

Uma viagem...
Dois dias...
Seis imagens...
Nenhuma palavra.
.. ....
.

01 Maio 2008

Retratos de Família