30 Março 2008

Minha Fotografia

Agora a pouco desmontei meu PC para fazer uma limpeza. Enquanto passava o aspirador na CPU pensava no espetacular meio de comunicação que é esta máquina e quantas emoções transitaram por ela. Como estou muito ligado no meu aprendizado fotográfico foi inevitável a analogia.
Uma das primeiras perguntas feitas a aprendizes é: o que você quer da sua fotografia? Até então eu não tinha essa resposta e me dedicava exclusivamente a aprender e dominar as técnicas fotográficas. E então hoje, limpando o computador, algo fundamental se revelou.
A etimologia da palavra foto-grafia é escrever com luz. A tradução que entendo mais correta seria expressar-se com imagens, pois no dizer dos mestres a fotografia é um meio de comunicação. O primeiro desafio do aprendizado é o técnico, saber como fazer o que se quer, se é possível e que tipo de efeito técnico se quer para uma imagem. Não tenho a pretensão para dominar todas as técnicas, mas com os conhecimentos que já tenho, sou capaz de entender a técnica usada em praticamente qualquer captura de imagem. Falo da captura da imagem, porque escolhi relegar ao segundo estágio do meu aprendizado a manipulação digital das imagens. Quero primeiro aprender a capturar imagens para depois editá-las.
Percebi na viagem à Posadas, descrita aí abaixo que já sou capaz de “criar” a fotografia na minha cabeça antes de fazê-la. Esse processo é fácil de perceber nas duas fotos da casa com árvores na calçada que postei abaixo, a foto que imaginei era uma imagem com fortes contrastes entre a sombra das árvores e as manchas de luz solar que as atravessavam e eram projetadas no chão e na fachada. Na primeira foto que fiz para registrar a dona da casa limpando a porta, o objetivo é apenas o registro de um ato que no momento foi inusitado, a senhora limpando a porta. Mas quando ela sai, eu “afinei” meu instrumento e concretizei minha proposição inicial. As duas fotos foram feitas exatamente no mesmo local, o mesmo ângulo, mesma luz e apenas minutos de diferença. Porém, é muito fácil perceber que são completamente diferentes.
Mas, criar uma imagem e seus efeitos a partir do que se vê e dominar o equipamento para fazê-lo, é apenas o primeiro passo do processo. Dominar a técnica não faz o artista. A obra nasce do que se quer dizer com ela. E aí vem a pergunta: o que você quer da sua fotografia?
E então vem o meu insite. Que escrita (grafia) me dá prazer? Como eu escrevo? Sem dúvida meu ideal é o texto criativo, simples, objetivo, com idéias fortes, agressivas e preferencialmente polêmicas. Se der para juntar isso tudo com beleza, melhor ainda, mas ela não é objetivo, apenas uma conseqüência bem-vinda. Pronto! Encontrei na forma que escrevo com letras a forma que quero escrever com imagens.
Recentemente fiquei muito envaidecido com um convite. Participo de um grande fórum sobre fotografia e fui convidado por um pequeno grupo que integra este espaço a fazer parte de um grupo exclusivo de estudos fotográficos. É uma turma pequena, de no máximo vinte fotógrafos, que se reúnem virtualmente para estudar fotografia. Formado por pessoas muito experientes, algumas com mais de 40 anos de prática profissional e amadora. Ser convidado, com meus minguados 6 meses de estudo à integrar um grupo com esse nível deixou-me muito feliz. Mas, não estou citando isso (apenas) por vaidade, mas para dizer que o tema proposto este mês para estudo nesse grupo, também fez parte dessa descoberta fundamental.
O tema proposto é: cotidiano.
Abaixo minha fotografia e sua justificativa.
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"Fiquei impressionado com o nível da discussão neste tópico. Comecei a lê-lo ontem à noite e não dormi enquanto não encontrei uma idéia que viesse ao encontro, não só do tema, mas às brilhantes orientações do coordenador. Assim procurei algo que fosse o mais comezinho e íntimo possível ao cotidiano do maior número de pessoas, do tirador de leite ao executivo do escritório, do morador da megalópole ao agricultor no campo. Pensei também na questão da campanha publicitária, lembrei das famosas fotos de Oliviero Toscani e tentei imaginar uma imagem que seria digna do tema cotidiano em um daqueles outdoors da Benetton. Fiquei com muito medo de publicar a foto, porque caminhei numa tênue linha entre a subversão e o mau-gosto. Queria ao mesmo tempo mostrar uma cena prosaica que nos é absurdamente comum (desde que tiramos as fraldas) e ao mesmo tempo algo envolvido em certo tabu, que fazemos escondidos. Há uma cena de um filme famoso que não lembro o nome agora, onde os convidados de uma festa estão todos sentados em vasos sanitários na sala, e esporadicamente um se levanta e vai ao sanitário, tranca-se e come. Esse também é o tipo de questionamento que procurei.
Não há nenhuma preocupação com o aspecto técnico, pois como minhas duas mãos fazem parte da cena, a máquina está no automático e depois de acionar o timer posicionei as mãos e fiz o enquadramento pelo LCD com a máquina pendurada na boca pela alça."

27 Março 2008

Autocrítica

Manter a boca fechada é mais inteligente em 99% das vezes.
Ser egoísta com o que acho que sei me faz mais interessante.
A dúvida é mais cativante que a resposta.
A sombra permite interpretações que a luz limita.
A magia sempre é mais poderosa.
E já falei demais...
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"O segredo de aborrecer é dizer tudo."
Voltaire

26 Março 2008

Senhas - Adriana Calcanhotto

25 Março 2008

RSF

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O mundo tornou-se mau por ser mal governado e não porque a natureza humana seja pervertida.
(Dante Alighieri)

23 Março 2008

Posadas em quadrinhos

Fotógrafos devem ter sérios problemas em passeios e viagens. Eu pelo menos tive. O primeiro problema é que perdemos completamente o interesse pelas fotos tradicionais. Nada de fotinhos nossas em frente a monumento, chafariz ou paisagem. Em dois dias não fiz nenhuma foto de meus companheiros de viagem. Vou ter que procurar equilibrar isso, afinal fica meio estranho chegar em casa depois de um passeio e não ter fotografado ninguém que participou dele.
Outro problema é que como começamos a “pensar” fotograficamente, não há cliques espontâneos, quando ligamos a máquina é porque já enxergamos a foto e as condições com que queremos captar a imagem, os cliques que se seguem são apenas para encontrar a melhor regulagem para atingir nosso objetivo. É a primeira vez que volto para casa com apenas com 26 fotos.
Por fim, se vamos a um lugar que já conhecemos, já saímos de casa pensando em que tipo de fotografia queremos, e quando não conseguimos atingir esse objetivo, além de frustrante nos obriga a pensar rápido para mudar o tema.
Posadas é uma cidade que possui prédios muito antigos, saí de casa imaginando fazer fotos de arquitetura, queria fotos preto e branco daqueles lindos prédios com suas fachadas ricamente trabalhas, levei a Pentax com um filme C-41 com esse objetivo. Mas, quando comecei a caminhar pelas ruas com a digital na mão procurando as fotos que valeriam o registro em película, foi uma decepção. Tudo era muito poluído visualmente, cabos elétricos, fios para todo o lado, cabines telefônicas, árvores, prédios feios ao fundo, faróis de trânsito, um desastre.
Ficava caminhando feito um bobo de um lado para outro em frente a um prédio lindo e não encontrava nenhum ângulo que valesse um clique. Não sei se estou muito exigente, ou se realmente é dificílimo “limpar” uma imagem dessas. Tentei depois fotografar detalhes, como a porta do prédio abandonado que tinha mais de 3 metros de altura, mas também não gostei do resultado.
Depois de muito andar, paramos em frente a uma casa que não era lá essas coisas, mas parecia oferecer uma rara visão limpa. Ficaria bem composta com as árvores da calçada, e de quebra ofereceria um bom jogo de luz e sombra. Quando me posiciono para fazer a foto, uma senhora sai de uma porta lateral e se coloca a limpar a porta principal da casa. Com a máquina na mão resolvo esperar pela faxina para fazer a foto. Na esquina uma senhora me olha, disfarça mexendo no celular, enquanto me cuida com rápidas olhadelas. Viro-me e a fotografo, desconcertada ela vai embora. Quando finalmente a esmerada dona da casa termina faço a foto que tinha programado. Só então percebo que o melhor seria mudar o tema das fotos, registrar as pessoas na rua seria mais interessante. Resolvemos voltar ao centro. Numa esquina vejo um jornaleiro arrumar uma pilha de jornais em sua motinho. Me chama a atenção o desequilíbrio da banca, ela é tão inclinada que parece que vai tombar na rua. Só depois percebo que ao seu lado há um gatinho amarrado com uma coleira, como se fosse um cão. Gatos dificilmente aceitam tal restrição, achei tão interessante quanto o desejo do dono da banca em ter seu bichano por perto.
Na rua principal deparamo-nos com um menino com a camisa da seleção argentina deitado sob o sol do meio dia apreciando o movimento em uma pose que só o “descolamento” infantil permite. Depois de alguns minutos salta outro moleque com a camisa do Boca de dentro de uma loja e senta ao lado primeiro. Rapidamente o menino que estava deitado se levanta, senta ao lado do que acaba de chegar e o abraça. Pronto. Lá estava uma grande foto. Uma hora da tarde e o calor é muito forte, o termômetro da praça marca 35º, sentamos em um banco e esperamos meu pai e minha mãe no ponto de encontro. Em frente um belo prédio de 1927, na fachada está escrito Societa Italiana M.S. O primeiro andar é ocupado por uma parrilla e o andar superior pela filial da academia de balé de Moscou. No topo do prédio a representação de Rômulo e Remo mamando em sua mãe adotiva, indicam que provavelmente os italianos da societa eram romanos.
A Mônica nota um cidadão sentado no café da esquina. Ele lê atentamente o jornal pousado sobre a mesa. Não seria nada anormal, se ele não estivesse sob um sol das 13:00h a quase 40 graus. Nós suávamos em bicas na sombra do banco da praça, enquanto o argentino com o termostato avariado, lia despreocupadamente como se fosse uma refrescante manhã de primavera. Inacreditavelmente lá ele ficou por meia hora, levantou-se impávido, dobrou o jornal e foi-se, aparentemente sem uma gota de suor na face.
Depois o almoço, no ótimo R. É isso mesmo o nome do charmoso restaurante na avenida que costeia o Rio Paraná é R. Para terminar a tarde uma passada no supermercado para comprar vinhos e pegamos a estrada. Já a noite uma grande tempestade proporcionou minha primeira foto de raio. É pequeno, com muito ruído e tem um caminhão passando em primeiro plano, mas de qualquer forma era uma foto que fazia tempo que eu queria fazer.
Foi uma viagem muito legal. Só não sei se vou conseguir voltar a fotografar como turista.
(clique sobre as fotos menores para vê-las em tamanho original)

21 Março 2008

Hasta...

Não dou a mínima para o significado de feriados religiosos, mas gosto muito do aspecto culinário deles. Como meu pai trouxe um belo bacalhau da banca do nosso amigo Vagner do Mercado Público de São Paulo, resolvi pesquisar nas receitas tradicionais, uma forma que me agradasse. Mas, não encontrei nada que me brilhasse aos olhos. Então resolvi criar a minha leitura para o Bacalhau com Natas, queria quase uma descaracterização do bacalhau, retirando-lhe o máximo o forte sabor e a textura firme e quebradiça, de forma a valorizar os sabores mais delicados do prato. O resultado foi um prato um tanto trabalhoso, que envolveu fervura em leite (após desalgar claro), refogar em azeite com cebola e alho e finalmente gratinar. O objetivo foi alcançado, ficou realmente com um sabor muito delicado que foi aprovado por todos. O molho bechamel, também adaptado e com creme de leite ficou com uma consistência mais firme, dispensando acompanhamentos, salvo a onipresente salada de folhas claro.
Para acompanhar, um leve chablis Viejo Solar, argentino bom e barato. Por falar em bom e barato a Argentina está pura tentação, com o peso a quase R$0,50 está difícil de não se render a invadir los hermanos.
E como não sou bom em resistir a tentações, carteirinha de vacinação de febre amarela na mão e vámonos a Posadas. A capital da província de Misiones é uma cidade charmosa e acolhedora. Pouco visitada por brasilheños, não possui os vícios turísticos que tanto me desagradam. Espero bater belas fotos, em película inclusive. Saímos agora e voltamos amanhã, depois de aproveitar a intensa vida noturna e o forte comércio local. Morar na fronteira tem suas vantagens.
Hasta mañana!

18 Março 2008

Desenhando com luz

Uma das técnicas fotográficas que eu acho muito interessante é o desenho com luz. Ela é tão fácil de realizar, quanto difícil de obter um bom resultado estético. É imprescindível uma máquina que tenha a opção de controlar o tempo de exposição (o tempo que a máquina fica registrando a imagem). Com a máquina fixada em um tripé, se dispara o obturador e no tempo programado de registro desenha-se no ar com uma lanterna ou qualquer outra fonte de luz, de modo contínuo, sabendo que a máquina registrará toda a trajetória do movimento. O único cuidado especial é escolher a luz do local, que pode ser nenhuma ou tênue, sob pena da longa exposição “estourar” a foto (ficar com muita luz).
Na foto acima, com a Mônica brincando de assinar no ar durante um exercício, a luz foi a do anoitecer, já bem escuro. Optei por fazê-la sumir da fotografia, isso se faz, fazendo o desenhista se mover enquanto desenha e não o iluminando.
Na foto abaixo, em escuro total, após o mestre Picasso terminar o desenho com a lanterna foi disparado um flash lateral que o iluminou e o cenário, congelando a imagem do pintor, após a máquina já ter capturado a efêmera obra realizada apenas para ela e só por ela mostrada ao mundo.


17 Março 2008

Durante o filme

Deitada no escuro do quarto, assistindo um filme espetacular durante o final de semana, a melhor máquina fotográfica do mundo. Trabalhando com lente de 50mm, abertura F1.0, ISO 800, sensor de 576 megapixels e capacidade de armazenamento ilimitada, ela registra emoções.

16 Março 2008

Paparazzo

Ser famoso não é fácil. Mesmo camuflado e quietinho ele não escapa das lentes indiscretas.

14 Março 2008

Olha nóis aí

Link para o artigo que escrevi sobre a questão da utilização de células embrionárias (aí abaixo), que foi publicado no mais respeitado site jurídico do estado.

13 Março 2008

O governador e sua prostituta

Não. Não estou falando da coitada que recebeu a miséria de U$1.000 por hora para agüentar Eliot Spitzer. Essa fez um negócio honesto, prestou um serviço, recebeu por ele e foi embora chique e glamurosa, fazendo de conta que isso é só um trabalho. Aliás, fazer que conta que ser prostituta era sonho de infância, vocação profissional ou forma de ter sucesso na vida é técnica de defesa muito comum entre prostitutas (ou “profissionais no sexo” como preferem os ridículos politicamente corretos). Mas, isso é assunto para outra hora. Afinal a moça que recebe por estupros consentidos é a mocinha dessa história.
Na hipocrisia do agora ex-governador nada de novo para um político, especialmente para os falsos puritanos norte americanos. Ainda que o eleitorado idiota de lá insista em fazer de conta que se choca com isso. Mas, também não posso falar mal dos eleitores de lá, afinal olha o que nós fazemos por aqui.
Ser hipócrita ou usuário da prostituição é o de menos, o que é repugnante nesses casos é o estupro público a que as esposas se submetem. A Sra. Spitzer, com sua carinha de vítima, sai desse episódio com o prêmio prostituta do ano na categoria puta do poder. Ah e claro, com o direito a concorrer ao cargo do marido como sua “colega” Hillary.

12 Março 2008

Da série "O Gosto da Rosa"

Instinto

11 Março 2008

Shazna - Melty Love



Melty Love foi o primeiro grande sucesso do Shazna. Banda de J-Rock e visual kei, formada em 1992. Apesar de ser comum em bandas de visual kei os integrantes apresentarem-se travestidos, atribui-se grande parte do sucesso da banda a impressionante caracterização do vocalista Izam. A banda desfez-se em 1999, mas ano passado anunciou o retorno, abandonando o formato kei e retornando ao rock mais pesado de seu início.

08 Março 2008

Dia da Mulher


06 Março 2008

Células Tronco Embrionárias

Sou apaixonado por questões polêmicas do direito. E nos últimos dias temos visto o Supremo envolvido em um desses casos em que o direito tem que intervir em questões técnicas, filosóficas, científicas e religiosas.
Nem vou entrar na questão religiosa, pois em um estado laico ela deve ser descartada prima facie. Religião é calcada em dogmas, tabus e costumes, e o direito só avança quando acompanha a evolução da sociedade na quebra de dogmas, tabus e costumes.
O aspecto científico também não auxilia no deslinde da questão, pois se a discussão está centrada em onde começa a vida, os dois argumentos (ato da fecundação e surgimento de células nervosas) têm suporte científico para embasar qualquer das posições.
Entendo o aspecto filosófico também como inócuo, visto que a filosofia decorre de conclusões pessoais e interpretações de questões relevantes da existência. Tendo suas diversas correntes de pensamento uma subjetividade que tolda a análise técnica e pragmática necessária.
Resta-nos então a análise técnica do direito. Sabemos que ao Judiciário não é dado legislar, portanto o que se enfrenta é apenas a interpretação da lei do país. Assim, centrar a discussão no momento em que começa a vida é um equivoco, é pacífico que pela lei brasileira um ser humano adquire personalidade (vida jurídica) no nascimento com vida. Portanto, não há vida até o nascimento. Por outro lado o Estado entende por tutelar a expectativa de vida do embrião, proibindo o aborto e resguardando seus futuros direitos sucessórios. Então tecnicamente o embrião não é uma vida, mas não pode ser morto.
Desta forma, qualquer decisão tomada sobre o momento em que se inicia a vida, será contrária a lei e trará em seu bojo uma série de conseqüências sérias. Senão vejamos: se decidirmos que a vida inicia com a concepção, o aborto passa a ser homicídio e o embrião passa a ser um cidadão e adquire imediatamente toda a gama de direitos que até agora só é garantido aos nascidos com vida; se decidirmos que a vida inicia com o surgimento do tecido nervoso, o aborto deixa de ser crime até esse momento e a partir dele surgem os direitos da personalidade.
Portanto, a questão não é o início da vida, que já está claramente determinado na lei ou a tutela a futura vida do embrião. E aqui reside a questão: um embrião congelado em um laboratório é uma vida potencial? Creio que não. Para se tornar viável, esse grupo de células deve estar no útero de uma mulher, só aí surgem às garantias estatais contra o aborto e os direitos sucessórios. Assim, pela lei brasileira, a vida só é uma potencialidade a ser tutelada quando o embrião estiver alojado no útero materno.
Por fim, quanto à possibilidade de se dispor de um tecido humano vivo (indivíduo ou potencial indivíduo), socorro-me na analogia com a situação da doação de órgãos, onde um cidadão vivo tem seus órgãos retirados pelo bem de outrem por estar com seu tecido cerebral morto, sem que isso seja ilegal ou eticamente censurável. Portanto, se podemos dispor do corpo vivo de um cidadão com cérebro morto, não vejo motivo para não podermos dispor da mesma forma de um “talvez” potencial indivíduo que não tem sequer uma célula nervosa.

04 Março 2008

Dentro da Lei

O advogado entra na padaria olha aquela maravilhosa nega maluca na prateleira e lasca para o balconista:

- Por favor, vou levar aquela torta afro-descentente com deficiência mental.

03 Março 2008

Alvo de Elite – O retorno

Lembram do meu post Alvo de Elite?
http://oelfo.blogspot.com/2007/11/alvo-de-elite.html
Pois é, eu e meu amiguinho verde cintilante continuamos nos enfrentando. Mas, agora estou “muito mais fotógrafo” do que era quando do nosso primeiro embate.
Vamos ver onde vai parar essa batalha que é travada em 0,002 segundos (velocidade do obturador da máquina nesta foto).

01 Março 2008

Minha vez...

...de ser a cobaia!