Dirigir em São Paulo tornou-se uma arte. Não basta conhecer as ruas, nem as alternativas, agora há de se saber: que hora cada avenida está andando ou parada. E isso, claro, esquivando-se dos ônibus, dos outros motoristas que insistem em trocar de faixa, só para ver sua nova opção parar, e sempre olhando mais pra trás que pra frente pra tentar não matar um motoboy.
Ou seja, pra quem é do mato, a melhor opção é contratar esses heróis, que pilotam taxis nesse campo minado. A brincadeira não sai barato. Não é difícil que uma corrida que tenha que cruzar o centro (numa má hora) chegue a cem reais.
Mas, tem uma compensação interessante. Mesmo para alguém meio antipático (como eu), não é possível ficar 2 horas dentro de um carro sem falar com seu colega de habitáculo. E aí ocorre uma coisa bem interiorana, a gente acaba “proseando” por horas a fio com um ilustre desconhecido que ao final da corrida você aperta a mão, agradece, chama pelo nome e se despede de seu novo velho conhecido. Hoje fiz dois: o Roberto da amante chinesa e o Álvaro, conhecido da rapaziada do pcc.
Ou seja, pra quem é do mato, a melhor opção é contratar esses heróis, que pilotam taxis nesse campo minado. A brincadeira não sai barato. Não é difícil que uma corrida que tenha que cruzar o centro (numa má hora) chegue a cem reais.
Mas, tem uma compensação interessante. Mesmo para alguém meio antipático (como eu), não é possível ficar 2 horas dentro de um carro sem falar com seu colega de habitáculo. E aí ocorre uma coisa bem interiorana, a gente acaba “proseando” por horas a fio com um ilustre desconhecido que ao final da corrida você aperta a mão, agradece, chama pelo nome e se despede de seu novo velho conhecido. Hoje fiz dois: o Roberto da amante chinesa e o Álvaro, conhecido da rapaziada do pcc.
A roça é no interior dos taxis em São Paulo.






